quarta-feira, 28 de novembro de 2012

o pão

Cada vez que alguém diz que há pão fresco, fico confundida. Confusa, ourada.
Imagino o pão dentro de um congelador, a ficar cada vez mais duro e depois uma mãe, com um estilo muito mamã, a ir buscá-lo para barrar na manteiga. E diz ela: ai que bom! que fresquinho!
Tá bem, eu sei que não é assim. Fresca é uma palavra que dá muitas asas à nossa imaginação e aposto que agora estão a imaginar outra coisa.
Mas pão fresco... Não aceito. O pão é "d'hoje", o pão é "fofinho", o pão é "bom"! Porque se é fresco, para mim, é aquele pão que está no fundo do pacote da dúzia de pães comprados e que foi esquecido porque nunca ninguém acaba por comer doze pães, mas sim onze.
Por isso, numa tentativa desesperada, há muitos anos, alguém, para dar atenção a esse pãozinho e para ele não se sentir renegado, decidiu pô-lo no frio. Correu mal, mas a frase pegou.
Foi assim, não digam que não...

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